Do cinema para a TV … será que teve briga?

Quem diria que uma sessão de projeção de 50 segundos ao custo de um franco (R$ 3,46 em moeda atual), faria nascer uma indústria multi-bilionária? E não é só isso, que iria se segmentar em novas mídias e faturar ainda mais? É, provavelmente os irmãos Lumière não pensaram tão longe assim… Ou pensaram?

irmaos lumiere
Auguste Lumière (esquerda) e Louis Lumière (direita).

Com o surgimento da TV e do Rádio, os conteúdos antes exclusivos do cinema, até mesmo sua própria narrativa, foram utilizados nesses novos meios, e com certeza o pessoal da 7ª arte não ficou muito feliz com a possibilidade dessas novas mídias roubarem seu público ainda em formação. Porém com o tempo, esses caras souberam fazer bom proveito desses recém nascidos meios, tornando-os secundários na transmissão dos conteúdos cinematográficos. Mas fazendo papel duplo, sendo um aliado forte nas retransmissões, como também com a possibilidade de se tornar um monstro – no caso da TV – que engolisse todo e qualquer público, transformando o cinema em algo do passado. Além que seria muito mais fácil o indivíduo ficar no conforto de sua casa frente à seu tubo de cores ou de seu aparelho radiodifusor do que ter que sair e gastar dinheiro para poder se entreter.

Por mais esforços e investimentos que a indústria de filmes tenha feito, a televisão ainda transformou-se em um monstro, absorvendo mais e mais espectadores, e ganhando muito dinheiro. Entretanto o cinema não foi esquecido, ainda. Em pesquisa realizada pelo Datafolha em 2008 (pesquisa antiga, porém foi a última dessa área que o Datafolha realizou), apenas 16,8 milhões de pessoas vão ao cinema no Brasil, sendo que cerca de 25% delas só o faz uma única vez por ano, um número muito pequeno quando comparamos com a população brasileira, que já passou dos 200 milhões de habitantes (segundo o IBGE, junho de 2015).

A situação atual parece ruim, mas ainda tem como nos confortarmos, pois como o jornal comparado ao rádio, o Cinema converteu-se em uma mídia de elite em relação à TV.

Talvez não seja tão ruim ser elitizado
Talvez não seja tão ruim ser elitizado.

Porém aquele que um dia foi gigante, e há pouco tempo adormecido, quer erguer-se novamente. E como isso? A partir dos anos 2000 muito tem se investido em tecnologia, e ela vêm sendo muito bem aplicada no cinema, principalmente nos efeitos especiais digitais. E cada vez mais o 3D vem batendo na porta e ganhando mais e mais espaço.

E vai além. A realidade aumentada está cada mais próxima de nós, e também do cinema. A empresa de maior referência atualmente no mercado de realidade aumentada, a Oculus, tem investido bem em sua tecnologia para aplicá-la no cinema. E aí vem a TV de novo, querendo pegar um pedacinho do bolo da festinha do cinema, pois essa mesma tecnologia que pode ser aplicada no cinema, também fica muito bem (ou até melhor) utilizado na TV, e aliás, o foco primário foi ser utilizado em vídeo games, ou seja, estando diretamente relacionado com a TV.

oculus usando
Oculus Rift, a nova evolução do modo de assistir.

Aparentemente a rixa entre essas duas mídias não vai parar agora. Mas isso é bom. Quanto mais concorrência, mais se investe. E quanto mais se investe, mais tecnologias surgem e melhor se torna a vida daqueles que consomem suas mercadorias.

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